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Cachaça

 

 

 

"Quando o Brasil criar juízo e se tornar uma potência mundial, será a cachaça e não o whisky a bebida do planeta" - Sobral Pinto - Jurista



A cana de acúcar foi cultivada pelos egípcios, gregos e povos do Oriente Médio. Na América, a cana chegou por Cristóvão Colombo, que trouxe as primeiras mudas para São Domingos, República Dominicana, em 1493, em sua segunda viagem à America.

Há indícios de que a planta já era cultivada no Brasil antes da chegada de Cabral. Oficialmente o ingresso das primeiras mudas no país, trazida da ilha da Madeira pelos portugueses, no ano de 1534, se deu por São Paulo, estendeu-se para a Bahia, Rio de Janeiro e se consolidou como lavoura comercal em Minas Gerais.
A cana-de-acúcar chegou ao Rio Grande do Sul através dos açorianos, que se instalaram no litoral norte (Santo Antônio da Patrulha, Osório, Torres) por volta de 1720, e trouxeram as mudas da planta em suas bagagens, junto veio a indústria caseira de seus derviados. A cultura da cana já era um dos principais produtos da economia brasileira no iníco do século XVII.

A Destilação

Os Egípcios antigos são quem descobriram o princípio da destilação.
Eles curavam várias moléstias inalando os vapores líquidos aromatizados e fermentados diretamente do bico de uma panela, tipo chaleira, em um quarto fechado.

Já os gregos descobriram o processo de destilação da "acqua ardns". A água que pega fogo, a água ardente, conforme descrito por Plínio, O Velho, que viveu de 23 a 79 d.C, no Tratado da Ciência.

A águ ardente vai para a mão dos alquimistas, que levaram a fórmula para a França. Crediam-lhe propriedades místico-medicinais. Surge daí a Água da Vida, ou "Eau de Vie", receitada como elixir de longevidade: um cálice diário de "Eau de Vie" prolongaria a vida.

Ela era obtida das mais variadas frutas e grãos. Ao mesmo tempo, por força da expansão romana, os árabes, habitantes da Península Sul da Ásia, apossaram-se da fórmula. Forma eles que descobriram os equipamentos de destilação, semelhantes aos que conhecemos hoje, e destilavam o Arak.

Da França foi para a Itália, onde destlando a uva surgiria a "grappa"; entretanto na Alemanha, a partir da cerveja fez-se o Kirsh; da Escócia surgiu o wisky, destilando-se o mostro do grão da cevada; da Rússia, a vodca do centeio; da China e Japão, o saquê do arroz; e de Portugal, nasce a bagaceira, do bagaço da uva.

Cachaça

Na nova colônia de Portugal, os primeiros colonizadores apreciavam a bagaceira e o vinho português.

Um dia, num engenho (local onde se produzia açúcar), da Capitania de São Vicente (hoje, São Paulo), entre os anos de 1532 e 1548, descobrem o vinho de cana-de-açúcar, que nada mais era que o resto de garapa que fermentou, porque ficou em cocho de madeira ao relento, para ser servida aos animais. Por ser doce, e a temperatura ambiental quente, a mesma teve uma fermentação espontânea.

Ao fazer a rapadura, no tacho, era colhida com espumadeira a espuma por cima do caldo de cana que estava sendo cozido. Tal espuma e que fermentou, e se tornou álcool pobre, de baixa graduação alcoólica. Um escravo tomou tal caldo (vinho de cana) e alterou o seu comportamento no sentido de aguentar e suportar mais a dor. Ao observar que o mesmo trabalhava mais e melhor, o Senhor do Engenho deduziu que se tratava de um líquido estimulante. Passou a servir então para todos os escravos, que sentiam muito "Banzo", ou seja, saudades de sua terra natal, a África. Esse caldo fermentado era então o subproduto dos tachos da rapadura, a espuma que era denominada "Cagaça".

Como os portugueses, que eram donos dos engenhos, conheciam o processo de produçãoda bagaceira, trouxeram de Portugal alambiques de barro que utilizavam na destilação de mesma e começaram a destilar a "Cagaça" fermentada, e foi daí que surgiu o nome Cachaça.

Portanto é um produto genuinamente BRASILEIRO.
A cachaça atravessou os séculos ganhando qualidade e incorporando as melhores técnicas de produção. A cachaça brasileira é feita com padrões comparáveis aos melhores destilados do mundo, tal seja o whisky, grappa, saquê, conhaque, etc...

Este século será o da genuína bebida brasileira - A CACHAÇA!
Hoje a produção brasileira é de 1,3 bilhões de litros por ano. É a primeira bebida mais consumida no país e terceira no mundo.

Tipos de Cachaça: Industrial e de Alambique

A cachaça é produzida através de dois processo bastante distintos:

- Industrial


Produzida em grandes destilarias, localizada especilamente no Estado de São Paulo.
No processo industrial, como de siz o nome, a cachaça é produzida em volume industrial, ou seja, em grandes volumes, isto é, 300 a 400 mil litros/dia. A cana é colhida após a queima das folhas da planta no campo, transportada em grandes caminhões e levada a moenda enorme de onde é extraído o suco da cana, o qual é fermentado com adição de levedos.

Após a destilação se processa em Grandes Colunas de destilação, construídasem aço inox, e não há a separação da cabeça e cauda, mas a destilação continua, o que permite grande rendimento de produto, mas sem a qualidade de um destilado fino. O pocesso é o mesmo da destilação do álcool carburante.

Portanto a cachaça industrial obtém no mercado preços bem menores por ser um produto de qualidade inferior.

- De Alambique

Produzida em engenhos ou pequenas Destilarias Artesanais, também chamadas Alambiques.

Neste processo, utiliza-se a cana-de-acúcar cortada à mão, selecionada, sem a queima das folhas, apenas se faz a desfolha manualmente. A produção neste sistema é sempre em pequenas quantidades, isto é, de até 5000 litros/dia , sedndo que a média fica pro volta de 1500 a 1800 litros/dia.

Os alambiques são sempre de cobre, similares aos usados para o conhaque, e utilizam o fogo direto ou vapor para o aquecimento . No processo de destilação é decisiva a intervenção do homem, que deve ser um profundo conhecedor do processo, e qual controla pessoalmente todo o ciclo.

No sistema de destilação artesanal, são separados os primeiros 10% que se chama "cabeça", aproveitados pro volta de 80% que se "coração" ou a parte nobre do destilado e desprezado os 10% restantes que denominamos "cauda". Assim obtemos um destilado nobre, refinado e de grande valor no mercado, que é denominada a "CACHAÇA DE ALAMBIQUE". Algumas cachaças desta categoria, mesmo no Brasil chegam a valer 100 dólares por garrafa.
- Branca ou Envelhecida

A cachaça poderá ser consumida branca, isto é, jovem como saiu do alambique, ou envelhecida, após passar algum tempo ( no mínimo, um ano) em barris de madeira que poderá ser carvalho (importado) ou outras madeiras nobres, de origem brasileira.
- Branca

Recomendada para fazer a caipirinha*, coquetéis de frutas ou servir super gelado, em copos de cristal (tipo vodca).

*Caipirinha: como diz o nome, começou como um drinque caipira, ou rural, vem daí o seu nome. Este encontro mágico da cachaça de qualidade, com o limão e o açúcar de cana, tão bem casados que estão fazendo o maior sucesso no mundo.

- Envelhecida

Recomenda-se para ser consumida como aperitivo, pura me cálice próprio, acompanha petiscos, ou no happy hour, ou ainda na misturada com Coca-Cola, surgindo daí o famoso "Samba", muito conhecido no Brasil (150ml de cola, 50ml de cachaça, gelo à vontade e uma rodela de limão), servido em copo long drink.

O envelhecimento da cachaça traz à mesma, mais qualidade, amadurece, arredonda e bonifica o paladar da mesma passando a ser um destilado envelhecido nobre e genuíno.

A madeira utilizada para o envelhecimento pode ir do carvalho, o mesmo que envelhece o whisky, o conhaque ou a grappa, até as madeiras de origem brasileira, como amburana, bálsamo, jequitibá, grapia, etc...

Cada tipode madeira tem uma característica própria e dá uma personalidade a cada uma das cachaças envelhecidas. O que agrada ao paladar de um pode não agradar a outro e assim sucessivamente.

Portanto, só provando, sempre moderadamente, é que podemos conhecer e escolher a cachaça que nos agrada mais.

 

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